domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal

O modo como me expresso em relação a esta epoca do ano é bastante distante do da minha familia.
Não vejo qualquer utilidade na celebração do Natal, na base da minha razão não posso apresentar qualquer tipo de argumentos firmes que me levem a desejar dizer-vos que não o celebro porque tenho razões para não o fazer.
As minhas razões transcendem o mundo comum onde as pessoas normais que se cruzam diariamente vivem, e é isso que as torna minhas por completo. No mundo onde vivo não existe Natal, pois no mundo dos pensamentos e ideias onde acento e me encontro apenas faz com que eu dé aso a criatividade e a ideias sem sentido algum. Acreditar em algo que não tenho razões para querer seria o mesmo que morrer em vida, no pouco movimento que acontece no sitiu onde vivo, prefiro olhar simplesmente para as pessoas que alegremente a celebram como algo magico. Nunca conseguirei ver o Natal como algo unico. Por cada frase que me dizem surgem na minha cabeça 1000 perguntas e é em tentar responder ás mesmas que me centro. Admito que sentirei saudades quando um dia as pessoas não o celebrarem mais, mas as minhas saudades são algo que não compreendo que me deixa confusa na minha própria confusão.
Existem sentimentos que o proprio homem não consegue explicar. Olhar para fora de mim mesma faz com que encare o mundo com diferentes prespectivas que me ajudam a reflectir sobre o mundo e sobre mim, pois não existe nada mais triste que um louco sem locura.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Borboleta

Conheci um alguem, alguem que ao inicio desejei ser alguem, deixei-me levar, a emoçao superou a razão.
Esse alguem tornousse uma pessoa, com a qual eu ri, desabafei, conversei, chorei. Tornou-se alguem especial por quem me apaixonei e que me enganou e me cativou directamente para a sua armadilha mortal.
Não quiz saber!
Sabia ter a certeza daquilo que pretendia ter e seguir, mas enganei-me, por vezes aconteçe.
Eu tentei dizer a mim mesma que tudo estava bem e que nao me tinha magoado durante tanto tempo, tempo esse que eu queria que passasse devagar e que as boas memorias nao chegassem e apenas o presente predurasse e o tempo parasse apenas porque lhe pedi para o fazer.
Mas enganei-me, fui tola!
O tempo passou e tudo mudou num minuto.
Vi os dias coloridos acabar e as petalas da flor a serem arrancadas uma por uma, maguando-me e arrancando-me a esperança que ainda me restava. Tudo havia sido gasto sobrando apenas aquele vazio, que ninguem sabia o que é.
Tornousse tudo em algo que ninguem sabia o que é, e se soubessem o que saberiam.
O momento chegou, encontro-me comberta por um lençol branco, que ninguem julga conhecer, passei apenas a ser alguem.
Nesse momento desejei que quando me fosse retirado o lençol eu nao estivesse mais ali, há espera que algo ou alguem me retirasse, desejei ser uma borboleta e ser livre de voar para longe, desejei nunca ter conhecido aquele alguem, apenas gostaria que a vida voltasse ao normal.
E que aquilo que se aparentava tao real nao passasse de um mero pesadelo do qual no dia seguinte no meio de gritos e de confusao, eu acordava e me via deitada na minha cama, num mundo escuro, coberto de flores, que o tornariam mais feliz!
Ha sentimentos que nos magoam!
Arracaram-me tudo, foi dificil convencer-me e abrir os olhos e perceber que por muito que lutasse ficar quieta seria mais facil, mas a minha teimosia venceu, e a minha esperança ergueu-se de novo, e tudo recomeçou.
Agora depois de tudo digo com a certeza que foste o maior erro que fiz, arrancas-te-me tudo e nao me deste nada onde me agarrar deixaste-me despida, numa rua cheia de gente, obrigaste-me a chorar e a pedir ajudar a quem nao ajudou. Chorei tantas vezes e tu nunca ligas-te mesmo assim nao consegui!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Escrita

É algo mágico que me faz querer tentar.
É algo que me ajuda a sonhar.
É um dom sem presisar de condão.
É algo que vêm do coração.

Escrever faz parte de mim
Cada rima sai de mim 
É algo unico
Que me faz querer dizer sim

Não afirmo ser poeta
Pois poeta nao sou 
Afirmo ser apenas uma letra
Feita de papel
Pintada numa folha com água e pincel.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pagina de um diario

Apetecia-me escrever, peguei num papel e fiz riscos, para mim faziam todo o sentido, mas para a maioria, sempre que mostrava o que havia escrito ninguém parecia entender.
Era uma escrita diferente, era algo fora do comum que nunca ninguém havia visto. Preocupados os meus pais levaram-me ao psicólogo, tentaram fazer-me entender que ao escrever daquela estranha maneira, nunca ninguém iria entender a beleza das minhas palavras.
Nunca pensei que escrever assim fosse pecado, considerava-me um escritor nato, alguém que havia nascido com capacidades fora do comum, tudo o que escrevia para mim era pura arte.
Um risco aqui, mais outro em cima, e outro ao lado, e outro em cima dos anteriores e assim a minha obra de arte nascia, mas ninguém parecia saber aprecia-la.
O psicólogo dizia-me que aquela escrita e o que eu dizia e sonhava não passava de mera ilusão fruto da minha cabeça e que talvez eu não fosse assim tão bom como me julgava, nunca lhe dei ouvidos, pois o meu coração sabia o que realmente estava a escrever.
Com o tempo cresci e deixei de escrever. Apenas escrevia na escola, e nas mensagens que mandava aos meus amigos, havia-me esquecido do quanto aquelas mensagens haviam sido importantes.
Tornei-me adulto, e encarei responsabilidades, esquecendo-me do que realmente importava, numa noite ao vasculhar as minhas coisas em busca de uma abre latas deparei-me com aquilo que me era desconhecido: uma folha com riscos, ao inicio pensei queima-la, afinal não me fazia falta alguma, mas algo me impediu. Tentei decifrar o que dizia pois parecia-me escrita, durante semanas esqueci tudo, o trabalho, as reuniões, as contas, tudo!
Decifrar aquelas folhas era o que me preocupava, não sabia de onde haviam vindo, nem porque estavam assinadas por mim, sabia apenas que não sabia o que diziam e que queria saber.
Um dia farto de tentar decifra-las sai de casa e encontrei uma criança sozinha na rua, preocupado com a mesma perguntei-lhe o que fazia ali, a criança apenas respondeu ninguém compreende o que escrevo nem porque escrevo por isso fugi. Na esperança de conseguir decifrar a mensagem pedi-lhe que esperasse ali, até que eu voltasse pois ia casa buscar algo, a criança assim o fez, voltei com aquelas folhas e pedi-lhe que lesse o que diziam, a criança assim o fez.
Depois de ler a criança chorou eu nao entendia porque, até que ela me explicou e leu o que aquelas folhas diziam e aí lembrei-me do que havia escrito, e percebi que havia esquecido os meus sonhos.
A partir desse dia dediquei-me a escrita e este foi o primeiro texto que escrevi.

Poema de letra

Um dia confiei e dei tudo
Mas fui traída
Perdi uma parte da minha vida
É estranho pensar no que aconteceu

Durante muito tempo senti-me segura
Mas logo perdia a confiança
Traíste-me
Nunca pensei que isso viesse a acontecer

Um dia confiei
Um dia fui traída
Um dia aprendi o que era uma vida sofrida

Um dia aprendi que não podemos confiar
Que a falsidade esta aí para ficar
Que amigos bons já não há.

domingo, 22 de maio de 2011

Carta

Pode ser que um dia nos voltemos a ver...
Pode ser que não...
Podemos um dia ter sido tudo.
Mas agora não somos nada!
Posso ter-te dado tudo o que conseguia dar
Podemos ter feito juras de eterna dedicação
Podemos ter feito tudo
Quando partiste naquela madrugada, pensei voltar a ver-te!
Esperei por ti junto ao farol, esperava ver-te regressar do mar...
Os dias passaram e ali fiquei, a olhar para o mar, esperando o teu regresso
Só gostava que tivesses voltado no meu dia de anos
Queria ter-te junto a mim, naquele momento de fraqueza
Não queria acreditar!
Partis-te um dia
Deixando-me apenas aquele beijo que não consegui guardar
Queria ter-te e se que tu também me querias
Naquela madrugada o meu mundo ruiu
Partis-te tão sem aviso
Escrevo para ti,
Para que saibas que não me esqueci
E que por mais anos que passem
Serei sempre a tua menina sentada junto ao farol, à espera que regresses.

domingo, 8 de maio de 2011

Obrigada

Estas ferias foram diferentes.
Voltei ao teatro algo que me deixou bastante feliz.
Pena ter sido só 10 dias.
Como anteriormente conheci algumas pessoas novas (pois ja conhecia muitas delas).
A vocês meus amores agradeço imenso.
Foram umas ferias cansativas mas valeu a pena!
Depois de muito trabalho, noites mal dormidas, nódoas negras e trabalho estreamos a peça "Orpheu e Euridice". Foi um dia único, e estranhamente, esta mais nervosa do que na outra que fiz nas ferias do Verão. Tudo correu bem!
O pior foi o balanço, desta vez não chorei, mas custou-me muito pois apesar de ninguém ter visto eu chorei muito pois aquelas 2 semanas foram tão boas que custa a querer que acabaram.
Aquelas pessoas mudaram a minha vida, tornaram-me uma pessoa melhor, e isso o tempo não apaga.
O TEMPO PASSA MAS AS MEMORIAS FICAM!
"NÃO PODERÁS OLHAR PARA TRAZ!"
Obrigada por tudo.

domingo, 3 de abril de 2011

Hip-Hop

Pela 1º vez vou publicar musica no blog :O
Hip-Hop tuga sempre ...
Hip-Hop não é aquilo que fazes, mas sim aquilo que sentes ;)


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Filhos do Nada

Hoje fui a uma palestra na escola e não consegui ficar indiferente  e como tal decidi escrever este texto sobre o tema.
Ia-me esquecendo de referir o tema "Escravos do Gana", tratasse de crianças pequenas que são escravizadas e vendidas por 30 euros. Nestes países uma criança vale tanto como um cesto de peixe!
Queixamo-nos quando os nossos país não nos compram aquela t-shirt, aquele CD, aquele telemóvel, mas se pensarmos nas crianças como os meninos do Gana, tudo se torna insignificante. Estas crianças trabalham 14 horas por dia a troco de uma única refeição diária, sujeitam-se a miseras condições. Muitas delas morrem e ninguém as procura, muitas não tem nome, não sabem a sua idade, são vendidas com 3 ou 4 anos e trabalham durante toda a sua vida!
São ensinadas a temer "os homens brancos", perdem a sua infância, desaprendem a sorrir, não  brincam, e só sabem trabalhar, são traumatizadas,não tem nada, não  conhecem nada, muitas delas nunca foram ao médico, e outras morrem com  doenças. Não sabem ler, não sabem escrever...
Senti-me pequena, uma gota de agua no oceano.
A vontade que tive quando saí daquele auditório foi ir para o Gana e ajuda-las, pensar que elas não tem nada, e mesmo assim tentam ser felizes enquanto nós temos tudo, mas apesar disso somos materialistas, consumistas,  conectados ao mundo através de uma suposta aldeia global, se assim é então como é possível sermos tão evoluídos e simultaniamente, tão atrasados?
Temos todos os meios, para poder proporcionar aquelas crianças uma boa vida. Podemos salvar as suas vidas, basta querer!
Enquanto escrevo este texto milhões de crianças nascem, milhões delas são escravizadas, milhões morrem! Enquanto se lê este texto o mesmo se passa....
Não fiquem indiferentes,  divulguem a situação, contem aos amigos, e peçam-lhes para contar aos seus amigos e assim por diante. Não podemos esquecer estas crianças e a cima de tudo não fiquem indiferentes, elas percisam de todos nós!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Farta!

Que se passa com o mundo?
Ultimamente só vejo falsidade por ai, é só mentiras, só pessoas invejosas que nos querem ver cair, e os chamados amigos onde estão?
Esses morreram!
Onde está o suposto Deus, bom que nos ajuda a não cair nas coisas más da vida?
Esse morreu!
Onde estão as pessoas que estão sempre ao nosso lado que nos ajudam a superar as coisas más?
Morreram!
Onde está o bem?
Morreu!
Onde esta o chamado mundo sem preconceito?
Morreu!
Onde está a Felicidade?
Morreu!
Se tudo o que é Bom morreu, porque é que continuamos vivos?
Porque o Diabo não morreu!
Se o mundo é só Merda, o que fazemos cá?
Sofremos!
Se o mundo e só miséria, porque é que não mudamos isso?
Porque estamos demasiado cegos pela ganancia e preocupados connosco próprios para olhar para os outros. Se dizem que somos todos diferentes e todos iguais, porque é que existem pessoas racistas?
Porque essas só se preocupam com elas mesmas!
Porque é que todos se queixam e ninguém faz nada para mudar o mundo que dizem estar enganado?
Porque ninguém quer saber de ninguém!
Se todos querem a paz, porque fazem a guerra?
Porque é engraçado ver pessoas a morrer no meio da aflição ver as pessoas a perder tudo!
Eu to farta de injustiça, maldade, cinismo, miséria, rótulos, estigmas  de tudo!
Farta de ser culpada sem ter culpa de nada!
De ser rejeitada, e de conversa fiada!
Farta de rir quando quero chorar!
To farta de ser uma carta fora do baralho!
Eu to Farta Caralho!